terça-feira, 2 de julho de 2013

À espera de elogios...

por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br
Você já reparou o quanto somos dependentes da aprovação das pessoas?
Mesmo depois de adultos, casados, com filhos, profissionalmente independentes, em muitos aspectos de nossa vida, ficamos esperando reações boas das pessoas?

Acho que dentro de um nível normal, esta espera por recompensa, carinho, aceitação e elogios é natural, porque precisamos de feedback das pessoas, queremos saber se estamos no caminho certo, se no trabalho estamos cumprindo nossas metas; se na relação íntima, estamos agradando nosso parceiro ou parceira; se estamos sendo bons pais, ou bons filhos...

Acho saudável levar em conta a opinião das pessoas a nosso respeito, porque a harmonia na convivência é um maravilhoso alicerce para as boas conquistas da vida e harmonia depende da troca entre as pessoas. Uma hora é você que ajuda, estende a mão, ouve o amigo, cuida de alguém, e quando você precisa, naturalmente cultivando bons relacionamentos, alguém irá cuidar de você. Mas ainda que estejamos cultivando bons laços de amizade e relacionamentos, não podemos ficar o tempo todo reféns da opinião alheia. Precisamos desenvolver a nossa personalidade para nós mesmos nos oferecermos amor, impulso para mudanças, carinho, entendimento.

Cuidar dos outros é importante, olhar o entorno em busca de referências é natural, mas precisamos olhar para dentro também, e em igual proporção, pois se ficamos o tempo todo cuidando dos outros, numa falsa doação de amor, quase sempre deixamos de lado coisas que são importantes. Digo falsa doação porque, em alguns casos, doar-se demais esconde uma falta de amor-próprio.

Foi esse o tema do trabalho que fiz com Maria Alice, moça jovem, de pouco mais de 30 anos, procurou-me quando estava se separando do segundo marido. Buscou saber de Vidas Passadas para entender a repetição de padrões, pois nos dois casamentos se doou profundamente, cuidou do outro e da família até que a relação se esgotou. Nos dois casos, decidiu pela separação reclamando da falta de educação do marido, do comodismo e da solidão mesmo estando casada. Ela se ressentia de não ter a companhia do parceiro nas coisas corriqueiras do dia a dia.

A sessão de Vidas Passadas mostrou uma mulher que foi abandonada pelo marido que encontrou trabalho numa outra cidade, ela acabou sendo acolhida pela família, mas nunca se recuperou, sentia-se culpada pelo acontecido e num estado de tristeza começou se achar feia, gorda, sem atrativos. Assim, fechou-se para o mundo, caiu na depressão e morreu vítima de uma doença pulmonar.
Nesta vida, Maria Alice tinha constantes crises de asma na juventude e sempre o problema começava com uma discussão. Ela me disse que, ainda criança, o pai ou a mãe não podiam repreendê-la que ela caia doente, e só melhorava com os cuidados.
Já no casamento, mais madura, quis fazer tudo certo para conquistar o marido e não entendia o mal comportamento dos dois maridos que teve. Conversamos sobre autoestima, cuidar de si mesma e de colocar limites na relação.

Em alguns momentos, ela parecia estar olhando para um ET, como se meus conselhos sobre falar o que sente sem brigar, mostrar claramente sua opinião, ter um espaço seu na relação. Coisas aparentemente simples, que todos nós devemos desenvolver, e que não são exatamente conquistas. Tinha a crença que relacionamentos eram sempre complicados porque não tinha desenvolvido o amor-próprio necessário para se bastar. Era dependente de elogios, de incentivos, e muitas vezes se rebaixava para recebê-los, passava por cima de si mesma fazendo coisas contra a sua vontade. Mas confessou sentir raiva.
Claro que ela sentia raiva, mas estava tudo muito guardado.

O caminho de cura de Maria Alice se estendeu por mais um tempo, inclusive aconselhei um psicólogo, pois ela desenvolveu um vicio comportamental. Terapia nesses casos é muito importante, e ajuda demais.

Precisamos descobrir quem somos para nos relacionar de forma mais saudável com as pessoas. Se por acaso você está assim dependente da opinião alheia, cuidado, pode ser que se continuar assim você se machuque. Olhar para si mesmo, ver o que sente, e se colocar nas relações é a única forma de crescer e se libertar.

Antes que a tristeza vire um hábito e você desenvolva um estado depressivo, invista em si mesmo. Cuidar da vida espiritual ajuda muito, receber passes alivia a carga, mas além de tudo isso, você precisa ter mais amor por si mesmo!

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Texto revisado

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Culinária moderna ganha adeptos


Nova York (AE) - “Leite, ovos, queijo, tomate, transglutaminase, citrato de sódio...” Pode não se parecer com a última lista de compras que você escreveu, mas o apelo cada vez maior da chamada cozinha modernista, uma fusão entre a ciência e a gastronomia, tem levado um número crescente de cozinheiros amadores a acrescentarem ingredientes e equipamentos de laboratório às suas listas de compras. E isso, por sua vez, gerou um pequeno nicho de empresas que vendem na internet tudo o que você precisa para brincar de alquimista culinário em casa.
Pelo menos meia dúzia de empresas agora vende ingredientes anteriormente raros, como citrato de sódio, para emulsionar queijos para molhos cremosos, “açúcar saltitante”, que explode na boca, e “cola de carne”, ou transglutaminase, que permite criar pratos como espaguete de tilápia, com a massa feita com a carne do peixe. Ao lado de equipamentos tradicionais, como papel-manteiga e misturadores manuais, você pode comprar pipetas para criar “caviar” a partir de diferentes líquidos, ou compressores de fumaça para defumar pratos sem ter de aquecê-los.

Até mesmo as grandes redes varejistas estão entrando nessa. A Williams-Sonoma oferece máquinas “sous vide”, para cozinhar em um banho-maria muito lento. A Amazon.com vende ingredientes milenares que haviam caído em desuso, como ágar-ágar (para fazer gelatinas sem o uso do produto industrial) ou goma xantana (para tornar molhos mais espessos), assim como sifões especiais para fazer espumas e balanças digitais com precisão de um centésimo de grama. Nada melhor para cozinhar com precisão.

Alguns desses sites existem somente para atender ao Ferran Adrià que vive dentro de você - uma referência ao chef espanhol considerado o pai da cozinha modernista. Chris Anderson, designer de software por profissão, lançou o Modernist Pantry (“despensa modernista”) há dois anos, quando não conseguia encontrar os ingredientes de que precisava para suas aventuras culinárias. Hoje, o site oferece mais de 300 ingredientes em quantidades adequadas a uma cozinha caseira e também equipamentos. Segundo Anderson, o site obtém 60% de seu faturamento com vendas para cozinheiros domésticos, e as vendas se multiplicaram por dez desde o lançamento.

“No começo, nós pensávamos que isso não seria um negócio em tempo integral, somente uma coisinha subsidiária. Mas depois de dois meses nós estávamos conseguindo mais negócios do que prevíamos. Estávamos duplicando as vendas a cada mês”, disse Anderson na sede da empresa em York, no Maine. O site tornou-se uma atividade em tempo integral há um ano e agora emprega três pessoas.

Sediada em Montreal, no Canadá, a Molecule-R oferece kits “faça você mesmo” para o guerreiro modernista de fim de semana. Cada um dos três kits da empresa inclui receitas, sachês de ingredientes já com as doses exatas dos temperos necessários e o equipamento. O primeiro kit foi lançado em 2009, disse a executiva de desenvolvimento de negócios Jennifer MacDonald, e desde então as vendas mais do que dobraram. Cerca de 80% dos clientes são cozinheiros amadores, e eles incluem de crianças a idosos.

“Temos famílias inteiras, não é piada. Temos um monte de pessoas que nos escrevem dizendo que fizeram o espaguete de rúcula com seus filhos. A clientela vai de crianças com seis pais a pessoas de mais de 60 ano”, disse MacDonald.

Fonte: Tribuna do Norte

sábado, 25 de maio de 2013

Padre Morimbundo

O velho Padre, durante anos, havia trabalhado fielmente com o pessoal da Amazônia, mas agora estava morrendo no Hospital de Base de Brasília. 
 De repente ele faz um sinal para a enfermeira, que se aproxima. 
- Sim, Padre? Diz a enfermeira. 
- Eu queria ver a Presidenta Dilma Roussef e Lula antes de morrer, sussurrou o Padre. 
- Acalme-se, verei o que posso fazer, respondeu a enfermeira.
De imediato, ela entra em contato com o Palácio do Planalto e com Lula. Logo recebe um aviso: ambos gostariam muito de visitar ao Padre moribundo. 
A caminho do Hospital, Dilma disse a Lula: 
- Eu não sei por que o velho padre quer nos ver, mas por certo isso vai ajudar a melhorar nossa imagem perante a Igreja, nós que sempre enfrentamos embaraços com ela. Lula concordou. 
Era uma grande oportunidade para eles e até um comunicado oficial à imprensa, sobre a visita, foi expedido. Quando chegaram ao quarto, o velho Padre pegou a mão de Dilma, com sua mão direita e a mão de Lula, com sua esquerda. 
Houve um grande silêncio e se viu um ar de pureza e serenidade no semblante do Padre. Dilma Roussef, então, falou: 
- Padre, porque fomos os escolhidos, dentre tantas pessoas, para estar ao seu lado no seu final? 
O velho Padre, lentamente, falou: 
-Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo. 
- Amém, disse Lula. 
- Amém, disse Dilma Roussef. 
O Padre continuou: 
- Como Ele morreu entre dois ladrões, eu queria fazer o mesmo!!!